Maracanã

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Kitaro - Chinese Bamboo Flute

meu artigo no blog da Regina Soares

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PARIS-C'EST SI BON



Paris, biclicletas e la vie, em 19 de maio de 2011
Paris, bicicletas e la vie...
O dia amanhace em Paris, o Sol de Primavera invade por entre as cortinas do quarto do Hotel Cujas Pantheon, na escola Maternal que fica em frente, as criancas chegam acompanhadas dos pais, muitas delas trazidas em bicicletas, que infestam a cidade, como v...erdadeira mania saudavel, os ciclistas passam em revoadas, por todos os lugares, ha estacionamentos e pistas para eles, um sem numero de pernas pedalantes enfeitam a paisagem, o mundo aqui se move em duas rodas, a despeito dos carros, trens, metro, etc. O noticiario repete excessivamente a historia do ministro que violou a camareira em Nova York, mas fala-se de Sarkozi, figura emblematica, muitas sao as informacoes sobre o FMI e sua ajuda a paises europeus em crise, o ceu azul, os turistas de todos os lugares do planeta circulam, os cafes permanecem lotados, ha o clima eterno de uma cidade em festa de amor e luz. Nada parece abalar esta aura que Paris proporciona, quem pensa em algo inusitado como chegar as 18 hs em ponto, adentrar na Sacre Coeur de Marie, e assistir o inicio de uma bela missa cantada por um coro de freirinhas vestidas como sta. Therezinha. Foi o que aconteceu comigo na quarta-feira, depois de um dia de correria, trocando de roteiros em onibus de turismo, percorrendo a cidade praticamente toda, e visitando, claro, a sua famosa Torre Eiffel. Nao faltou uma paradinha para degustar guloseimas e tomar vinho, houve a reflexao necessaria ao assistir a enorme passeata dos imigrantes do Sri Lanka que clamam por paz em seu pais e denunciam genocidio de decadas, injusticas e desigualdades. Paris dos Inv'alidos, de tanta historia, a Bastilha, os Museus, uma passada no D'Orsay e o encantamento renascido pelos impressionistas. Como refrear tantas sensacoes de beleza e festa? Um sentimento mixto de paixao e congracamento de ideias e agradecimentos pelas chances que a vida nos oferece. Ca estou em Paris, como uma menina maravilhada, novamente. Quando passeei no bateau na tarde ensolarada, a vida, nas margens do Senna, esbanjava imagens de um mundo placido, a deslizar a minha volta, como um canto de passaros afinados, o amor transparecia nos casais enamorados, nas pessoas tomando sol, nos senhores e senhoras em atitude contemplativa, que vontade de pintar aquelas imagens inesqueciveis em quadros que jamais saberei criar. Entao, so me resta tentar compor um texto modesto e franco, para dizer que Paris segue sendo uma flor de cidade, na vida de todos nos!!
Mairia Aparecida Torneros
Por: Mairia Aparecida Torneros



nesse dia nos encontramos em Paris

1 comments:


Contra-ataque do amor disse...
linda PARIS, AQUELA PARIS QUE NOS RECEBEU E NOS FEZ TER UM GRANDE ENCONTRO, NÉ, REGINA? BEIJOOOOO

meu artigo no blog da Regina Soares

http://regina-sussurro.blogspot.com/2011/09/paris-cest-si-bon.html

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Solicitação Instituto de Educação patrimônio histórico da ciadade 14/04/...

Minha linda normalista, dos anos dourados, no Rio de Janeiro

 
Minha linda normalista, dos anos 60, no Rio de Janeiro
Maria Aparecida Torneros da Silva

 
 
 
Texto
O convite dizia:
 
Festa no Instituto de Educação: "Será realizada uma festa no Instituto de Educação do Rio de Janeiro no dia 18 de novembro às 20h, no Pátio do Chafariz, ao som da Orquestra Tabajara, na rua Mariz e Barros, Tijuca. Convidamos todos os professores, funcionários, ex-alunos, ex-professores e ex-funcionários para esta grande noite de confraternização, onde estarão juntos aqueles que têm o embleminha do Instituto em seus corações."
 
Lembra quem puder, conta quem souber, revive quem se emocionar, mas, nós, as ex-alunas do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, aquela casa criada por Getulio Vargas, nos anos 30, com o objetivo de formar as novas professoras da capital federal, tem mesmo muita história para se contar.
 
Primeiro, foi o sonho de toda jovem educada segundo os princípios rígidos que norteavam a ditadura do gaúcho, e se alicersavam nos parâmetros de uma igreja católica ainda dominante, naquela época. Diretrizes morais que, durante muitas décadas, serviram de exemplo e ponto de apoio para que se divinizasse o papel das professoras, e das estudantes "normalistas", as que só se casavam após a formatura. Imortalizada na canção do Nelson Gonçalves, "Minha linda normalista, não pode casar ainda, só depois se formar", cada jovem que cruzasse nos anos 30, 40 ou 50 as ruas da cidade maravilhosa, vestida com o austero uniforme da blusa branca com gola fechada no pescoço, gravatinha azul indicando a sigla IE, saia plissada, cinto marcando a cinturinha fina, meias brancas e sapatos abotinados pretos rigorosamente engraxados, era como a reafirmação do compromisso com o Brasil do futuro.
 
Ficaram famosas as festas onde as meninas do Instituto bailaram e namoraram os rapazes do Colégio Militar. Desses bailes surgiram muitos reais casamentos e novas famílias tradicionais, imbuídas da fantasia dos dezembros dos "anos dourados", com o romantismo que o cinema americano se encarregava de fomentar em cada coração de um tempo em que o país iniciava sua industrialização e a capital se transferida para Brasília.
 
Na segunda metade dos anos 60, deu-se a mudança radical nos costumes e nas idéias da juventude brasileira. Uma revolução militar, seguida de uma ditadura castradora, atingiu a vida de todo jovem brasileiro, obrigando-o a se posicionar. Foram muitas as posições que se escolheu: podia-se observar simplesmente ou lutar. Quem quisesse colocar-se à margem, abster-se, seguir seu caminho individual, teria o respaldo do regime fechado, e isso era visível nas escolas oficiais, mas era próprio do tempo negro por que passava nossa história. Pode-se chamar de anos "clandestinos", com a inquietude modificando os padrões de comportamento das meninas do Instituto.
 
A esta altura, a escola rompera uma tradição e já aceitava rapazes em suas salas de aula, que eram gatos pingados naquele mar de meninas de azul e branco, saltitantes, alegres, competitivas, jogadoras de vôlei, ou nadadoras das ondas renovadoras, e o grupo se fortalecia com idéias de liberdade, aulas de canto coral. O teatro, com apresentação de peças como "Morte e vida severina", de João Cabral de Mello Neto, que assisti, em 66, no auditório, pela primeira vez, e foi como levar um soco no estômago, ao refletir ali, sobre as condições da vida do retirante nordestino, em contraponto com a miséria suburbana que os nossos professores nos preparavam para enfrentar, logo depois de formadas, onde iríamos levar ensino, hábitos, como missão de educadoras conscientes.
 
Em 67, a música do Chico Buarque, "A Banda", serviu de fundo para um protesto feminino inesquecível. Havia o controle diário, na entrada das aulas, para que nós não usássemos "porta-seios" ( era como chamavam), que não fossem brancos ou cor da pele. Se as inspetoras vissem que alguma trajava a sombra de uma roupa tão íntima, de cor preta, ou mesmo colorida, pois as mais ousadas já queriam provocar e vestiam até vermelho, éramos impedidas de entrar. Nossas saias, cumprimento permitido na altura dos joelhos, passavam por um sistema de enrola-estica, hoje digno de sonoras gargalhadas. Na portaria, todas enrolávamos a saia, ao ganhar as ruas, para mostrarmos as pernocas que deviam ficar guardadas pelo uniforme dentro dos pavilhões austeros do Instituto.
 
Mas, a tal "revolução" dos sutiens, quero lembrar, foi num dia em que combinamos, na turma da manhã, para levarmos as peças de biquinis de praia,as mais floridas, espalhafatosas, coloridas, dentro das malas de estudo, evidentemente. Na hora do recreio, fomos vesti-las nos banheiros, e em determinado momento, saímos em bloco animado, cantando a Banda, com as blusas abertas, peitos enfeitados à mostra, a felicidade de desafiar nossas inspetoras senhoris, que enlouqueciam correndo de um lado para outro, nos empurrando de volta para que nos recompuséssemos, segundo a moral e os bons costumes. Ali, surgiam os anos transparentes. Não era possível mais que o Instituto e as outras escolas normais do estado seguissem com hábitos fora da realidade lá fora que gritava a liberdade para uma juventude que via o país atravessar tanta perseguição política.
 
Em 68, fui a oradora oficial da formatura de 900 formandas, no Maracanãzinho. Tive o desprazer de ser abordada por agentes do SNI antes da minha apresentação que queriam saber do conteúdo do meu discurso, proferido dias depois da assinatura do AI 5. Não mostrei. Disse-lhes que correria o risco pois não queria estragar a surpresa preparada. E foi linda, emocionante.
 
Eu e um grupo de amigas havíamos organizado e ensaiado muito um jogral. Nossas vozes,em uníssono, treinadas, falaram de educação, respeito à criança brasileira, responsabilidade na condução das novas gerações, amor ao trabalho, intensidade na dedicação ao futuro.
 
Hoje, sabemos que o futuro chegou e agora, na festa do Instituto, vamos rememorar e comemorar cada capítulo dessa história de meninas e meninos que sonharam com um Brasil melhor e aqui estão, vivos, para testemunhar avanços e retrocessos, mas sobretudo, para renovar seu compromisso com a Educação, como Instituto de um patrimônio nacional inalienável.
 
Aparecida Torneros, formada em 68 no IE, jornalista
(este texto é dedicado à Lucia Ritto, colega de turma no Instituto e na UFF, jornalista-escritora, falecida em 2003)

Mulheres "saca-rolhas"

Mulheres "saca-rolhas"

Minha amiga manda e-mail desaforado. Reclama que nós, suas amigas de tantos anos, somos difíceis para marcar reencontro...avisa então, com seu jeito engraçado de ser, que é a última vez que se dirige às mulheres "saca-rolhas", para pedir um horário na agenda das ditas cujas.

Coisa bem ao seu estilo, mas me pego a pensar no sentido variado que a tal denominação me remete. Mulheres com a decisão presa no gargalo de uma garrafa de conteúdo a saborear. Talvez um vinho conservado em adega bem cuidada, na temperatura certa, ao longo de décadas de maturação. Talvez uma bebida mais refinada ainda, com ares de espumante oriundo das uvas escolhidas, ao gosto dos bons entendedores da arte da degustação.

Há que arrolhar bem o conteúdo que espera por ser consumido em instante especial. Minha amiga tem provável razão sobre a dificuldade de certas pessoas em se soltar dos seus recipientes protetores. Suas muralhas de vidro inquebrável, ou ainda, seus castelos de isolamento fictício.

Não deveria ser o nosso caso, o de nos fecharmos para a alegria que acontece entre nós, a cada reencontro. E não é. Sabemos que é só partir para o abraço e a piada, a cada olhar cruzado , todas as vezes que nos vemos, em ocasiões diversas, quando alcançamos a proeza de conseguirmos estar no mesmo bat-local, na mesma bat-hora.

Digamos que somos esvoaçantes, figuras solicitadas por trabalho, família e amigos espalhados pelo mundo afora. Daí, que , a qualquer possibilidade de conciliarmos nossos passos na própria direção, forma-se um redemoinho de expectativas, poréns, senões, aconchambramentos adiáveis, pequenos discuosos individuais que se tornam múltiplos, redirecionando a abertura da garganta fechada para a gargalhada que virá...certamente... no instante em que as "rolhas" forem sacadas do caminho, possibilitando a libertação das almas felizes que trazemos com o destino de aconchego entre nós.

Nós, as voluntariosas mulheres "saca-rolhas" aí estamos, no pedaço recorrente que se antepõe ao pré-estabelecido, às regras, ao contexto do modelo vigente.

De repente é domingo. Lá pelas 10 e meia, vamos chegando ao Planetário da Gávea, talvez chova, torrencialmente até. Mas, o dia é só nosso, pensamos juntas, a mesma coisa. A fila para o ingresso gratuito nos estimula a conversas boas e bobas. Risadas em dominó. O show do Guinga, as estrelas do céu acima das nossas cabeças, a visão do universo, nos misturando ao eterno. Somos tudo nessa hora, somos as "rolhas" que se desprenderam na direção do infinito e bailamos junto com os astros e satélites em torno da nossa felicidade.

Afinal, quando sacamos as tais rolhinhas castradoras do tempo, quem há de nos dominar no vento ou no tempo?

Que mistérios tem uma de nós a ser desvendado, depois do grito de liberdade a que estamos fadadas por geração e pacto?

Preciso dizer à amiga que "saquei" sua ironia brincalhona, e devolvi com poesia em prosa cinquentona...rs... nada que um domingo no parque não possa nos redimir. Ou na praia, ou no campo, ou na fazenda, pouco importa, pra quem já se divertiu na praça XV olhando barcas da travessia Rio Niterói, na década de 70, como se fosse o Bateau Moche singrando no Sena, senhores, eu lhes pergunto:
- quem há de duvidar que somos mulheres que sacam as rolhas que lhes tentam tapar o sol e nos reacendemos nas chamas da fantasia e da amizade construtiva?

Se há alguém capaz de imaginar nos aprisionar em garrafas que boiem pelos oceanos por mais 100 anos, que desista agora e cale para sempre.

Nossas gargantas são como os himens complascentes, capazes de enganar aos tolos que nos imaginam presas, ou caladas, ou virgens, pois nosso caminho estava escrito nas estrelas. Quem duvidar, que vá ao Planetário, num domingo desses, e olhe pra cima...

Cida Torneros ( crônica de 2009)

Os Alquimistas Estão Chegando - Jorge Ben Jor - music4peace

Falsa Patroa e Meu Enxoval - Moyseis Marques - Sr Brasil 22/09/2011

Amanhã, ninguém sabe - Chico Buarque

Moyseis Marques - Disritmia

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A liberiana Ellen Johnson Sirleaf

Vencedora do Nobel é primeira presidente mulher da África
07 de outubro de 2011 06h49 atualizado às 07h25


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A presidente da Líberia, Ellen Johnson-Sirleaf, foi escolhida pela atuação para mobilizar as mulheres contra a guerra civil no país. Foto: AP A presidente da Líberia, Ellen Johnson-Sirleaf, foi escolhida pela atuação para mobilizar as mulheres contra a guerra civil no país
Foto: AP

A liberiana Ellen Johnson Sirleaf, 72 anos, premiada nesta sexta-feira com o Nobel da Paz junto com sua compatriota Leymah Gbowee e a iemenita Tawakkul Karman, foi a primeira mulher a ser eleita presidente da África.
Elle Johnson Sirleaf, que tentará um segundo mandato nas eleições de 11 de outubro, passou para a história ao converter-se, em 2005, na primeira mulher eleita como chefe de Estado no continente africano, em um país de quatro milhões de habitantes traumatizados por guerras civis que, de 1989 a 2003, deixaram 250 mil mortos, destruindo suas infraestruuras e sua economia.
Desde sua posse, em 2006, iniciou um ativo trabalho ante as instituições financeiras internacionais, que a conhecem muito bem: economista formada em Harvard, esta mãe de quatro filho e avó de oito netos trabalhou na ONU e no Banco Mundial.
Ministra das Finanças dos presidentes William Tubman e William Tolbert nos anos 1960 e 1980, seu objetivo foi anular a dívida e atrair os investidores para a reconstrução de seu país, o que conseguiu em parte.
A luta contra a corrupção e por profundas reformas institucionais na mais antiga república da África ao sul do Saara, fundada em 1822 por escravos negros liberados e chegados dos Estados Unidos, sempre esteve no centro de sua ação política.
Este combate, que lhe valeu o apelido de "Dama de Ferro" da África, também a levou para a prisão em duas oportunidades nos anos 1980 sob o regime de Samuel Doe. No exterior, goza de uma formidável imagem que se materializou nesta sexta, quando lhe foi concedido o Nobel da Paz 2011.
Mas, em seu país, é criticada por não ter cumprido com suas promessas em termos econômicos e sociais e, principalmente, por não ter se envolvido o suficiente a favor da reconciliação nacional.
Até agora, a presidente ignorou um relatório da Comissão Verdade e Reconciliação, que data de 2009 e que a cita como uma das pessoas que não poderiam ocupar cargos oficiais durante 30 anos por ter apoiado o ex-caudilho Charles Taylor, presidente de 1997 a 2003.
Elle Johnson Sirleaf reconheceu ter apoiado no início a rebelião de Taylor contra o regime de Samuel Doe em 1989, que mergulhou a Libéria em sua primeira guerra civil, para converter-se em seguida, diante dos crimes de Taylor, em uma de suas maiores adversárias.
Um pouco antes da publicação deste documento, ela anunciou que se candidataria a um segundo mandato, quando antes havia desmentido. Para justificar esta mudança, afirmou que desejava continuar com sua ação de reconstrução, pois seu país "tem ainda um longo caminho a percorrer".
A metade das estradas em torno da capital Monrovia foram reconstruídas, a capital voltou a ter água potável e eletricidade em vários bairros, mas o desemprego afeta 80% da população e grande parte vive na miséria.
Segundo Lansana Gberie, analista especialista em África Ocidental e que conheceu Ellen Johnson Sirleaf quando esta estava exilada em Abdjan, "o problema que ela deve confrontar é a reconciliação, principalmente entre os que nunca saíram do continente e a elite de descendentes dos escravos, que voltaram dos Estados Unidos para fundar a Libéria".

RITA PAVONE - AMORE SCUSAMI - AO VIVO

terça-feira, 4 de outubro de 2011

BENGI, nos deixou , aos 19 anos...hoje, dia 4 de outubro!‏

Ele foi um cachorro valente...apesar de pequenino, tinha amor pela vida, buscava caminhar, já cego e alquebrado, veio ficar na minha casa nos últimos seis meses, mas era o cachorrinho da minha mãe, que não tinha mais condições de tomar conta dele. Quando eu viajava, o deixava na clínica. Ele me reconhecia pelo cheiro, mesmo velhinho, balançava o rabo e fazia festa. Reclamava como um vovozinho se algo nao lhe ia bem, resmungava.

Às vezes, eu o envolvia em manta e o embalava como um bebê ( ele só pesava 3 kilos), ficou internado várias vezes, hospedado na veterinária, onde era querido e cohecido. Semana passada veio pra casa, e nestes dias, eu o senti se despedindo. Seu corpo não respondia mais direito a nada. As patinhas traseiras travavam. Ele reclamava, mas tentava comer, dormia horas no tapete da sala. De madrugada, roçava na porta do meu quarto, me chamando. Como já nao controlava os esfincters, eu o banhava no meio da noite, com água quente, ele se acalmava e voltava a dormir, sono profundo, mas no domingo, anteontem, recusou-se a comer, a beber, e chorou ...um choro de despedida...levei-o na segunda cedo para a clínica. A veterinária colocou-o no soro, e me pediu 24 horas para pensar, eu devia ligar hoje cedo e decidir pelo sacrifício.

Tudo o que fiz foi rezar, enquanto lavava as mantas dele ontem à tarde, meu choro era um pedido de que a morte lhe chegasse sem que eu precisasse ser responsável por ela. Lembrei-me então de S. Francisco de Assis, considerado protetor dos animais, em cuja igreja estive orando em maio passado, na Italia, e pedi, que o Santo, se pudesse, tomasse conta do destino do Benginho.

Acordei hoje e protelei ligar para a clínica. Eu não queria decidir. Busquei distrair-me batendo papo no computador com um italiano chamado Enzo. a manhã passou correndo. Eu não queria pensar na responsabilidade de mandar sacrificar o cãozinho.

Mas quando consegui telefonar, já hora do almoço, a médica veio ao telefone informar que ele falecera às 7 da manhã, de morte natural, no soro, dormindo.

Lembrei então, de repente, que hoje é o dia de S. Francisco de Assis...e chorei muito, agradeci que o Benginho descansou...estou sentindo imensa saudade do seu caminhar lento pela casa, da sua graça de velhinho valente. Lembro das vezes em que era bem novinho e dava pulos altos ao nos receber na casa da mamãe.

Não tive coragem de ir lá e vê-lo agora. Pedi ao meu filho que resolva tudo pra mim, sobre a cremação, e busquei a última foto que fiz dele, esta semana, enquanto dormia calmo no tapete da sala.

Quando ele reclamava eu dizia: Bengi, estou aqui, você não está sozinho. Já nem sei se ele me ouvia. Só sei que eu cuidava de um cachorrinho velho e valente, amoroso e reclamão, companheiro que foi da minha mãe, por tantos anos, fiel pois, há 3 anos atrás, quando ela esteve internada no hospital, doente, ele não quis comer todos os dias enquanto ela nao retornou para casa.

Não sei se os cães tem alma. Sei somente que eles sabem amar. E nos dão exemplo de fidelidade que muitas vezes seres humanos não sabem dar.

Acho que S.Francisco o recebeu em algum lugar da Itália. Quando estive na igreja dele, contei sobre o Bengi, achei que o santo devia saber que havia um cachorrinho no Brasil que amava a vida, amava as pessoas, lutava para prolongar sua estada aqui e que viveria até o dia em que S.Francisco o viesse buscar.

Se tudo o que estou escrevendo ou pensando ou sentindo tem o reflexo da minha tristeza por perder o Bengi, creio que tem mais que isso, tem a certeza do quanto esse animalzinho me ensinou sobre a Vida.

Cida Torneros    

TE AMARÉ LAURA PAUSINI E MIGUEL BOSÉ

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vivo por ella

BY ENZO

BY ENZO...HECHA POR EL

FEITA PRA ELE

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